quarta-feira, 29 de março de 2017

De madrugada tarda

Como encontrar quando por dentro de dentro do teu peito se escreve uma língua que não entendes Será certamente uma era de encontros desencontros quando no encontro me encontrei desencaminhei andei fiquei Uma de contratempos contra o tempo A vontade de (fazer) desaparecer lamento tormento que assombra te ensombra mas promete não ser mais do que sombra mapeada achada na tua geada nesta vida de madrugada Não me é fácil encaminhar endireitar aceitar mais lutar sem te tirar para mim somar aprender novamente a sonhar Enquanto conto o que encontro não te perco de me afastar deste conto que multiplico num olhar nesta fachada de madrugada até ao teu entardecer.

Porque conto o que encontro neste desencontro pronto sem saber contar nem explicar.

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